06 outubro, 2026

O Maestro do Sertão: A Trajetória de Transformação e Cultura de Antonio Galdino em Custódia


Maestro Antonuo Galdino


A música tem o poder de ultrapassar partituras e palcos para se tornar um instrumento de transformação social e resgate da dignidade. A trajetória do maestro Antonio Galdino da Silva Filho é a prova viva dessa premissa. Nascido no Recife em 3 de abril de 1962, Galdino deu os primeiros passos em sua jornada artística ainda jovem, integrando a tradicional banda do Ginásio Pernambucano e participando ativamente das atividades culturais escolares. A partir de 1980, aprofundou-se no estudo técnico da música em diversas corporações regionais, consolidando a base de uma vida inteiramente dedicada à regência e à gestão cultural.

Sua paixão pela arte o levou a percorrer o interior de Pernambuco, semeando o ensino musical e ajudando a fundar bandas e orquestras da Zona da Mata ao Sertão, passando por municípios como Água Preta, Serra Talhada e Betânia. Em 1989, o maestro fincou raízes definitivas em Custódia, onde deu início ao seu projeto mais ousado: a fundação da Banda Musical Unificada de Custódia (BAMUC). Superando a escassez de recursos públicos e incentivos formais, o projeto ganhou vida a partir do esforço pessoal de Galdino, da união dos alunos e de doações da própria comunidade.

Da consolidação da BAMUC nasceu a Associação Comunitária Cultural de Custódia (ACCC), instituição fundada pelo maestro que se tornou um refúgio socioeducativo fundamental para crianças, adolescentes e jovens da região. Mais do que uma escola de música, a associação atua como uma barreira contra a vulnerabilidade social e as drogas, priorizando o desenvolvimento humano e a cidadania por meio da arte.


Projetos e Expressões Culturais

À frente da ACCC e da G Produções, Antonio Galdino — que também soma quatro gestões como Diretor de Cultura do Município de Custódia — coordena e fomenta uma ampla rede de iniciativas culturais e da tradição popular pernambucana, incluindo:

  • BAMUC (Banda Musical Unificada de Custódia): Núcleo fundador e pilar da formação musical e social de gerações de jovens custodienses.

  • Orquestra de Frevo e Grupo de Passistas FREVARTE: Formações de rua e de palco dedicadas à preservação do frevo, patrimônio imaterial.

  • Núcleo "Arroxe o Nó": Complexo cultural que abrange o Bloco Carnavalesco, a Quadrilha Junina e o Grupo de Forró Pé de Serra, mantendo vivas as tradições do Carnaval e do São João.

  • Grupo Percussivo BATUKETTO e Projeto TOQUE: Iniciativas focadas em ritmos percussivos e na expansão do ensino musical comunitário.



A atuação de Antonio Galdino reflete a essência da cultura popular do Sertão do Pajeú e de Pernambuco: um trabalho de persistência que transforma saxofones, trompas e tambores em ferramentas de inclusão, memória e orgulho para a comunidade de Custódia.

05 outubro, 2026

[Resultado Eleições em Custódia 2026] Presidente, Senador, Governador, Deputado Federal e Deputado Estadual

 PRESIDENTE


LULA (PT – 13)
Porcentagem: 80,44%
Votos: 17.343 votos

FLAVIO BOLSONARO (PL – 22)
Porcentagem: 14,85%
Votos: 3.202 votos

GOVERNADOR



RAQUEL LYRA (PSD – 55)
Porcentagem: 56,76%
Votos: 11.388 votos

JOÃO CAMPOS (PSB – 40)
Porcentagem: 42,54%
Votos: 8.535 votos

IVAN MORAES (PSOL – 50)
Porcentagem: 0,37%
Votos: 75 votos

SENADOR



HUMBERTO COSTA (PT – 130) — Eleito   
Porcentagem: 41,43%   
Votos: 14.583 votos   

TÚLIO GADÊLHA (PSD – 555) — Não eleito   
Porcentagem: 25,35%   
Votos: 8.921 votos   

MARÍLIA ARRAES (PDT – 123) — Eleito   
Porcentagem: 19,84%  
 Votos: 6.983 votos   

MENDONÇA FILHO (PL – 222) — Não eleito   
Porcentagem: 5,98%   
Votos: 2.104 votos  

EDUARDO DA FONTE (PP – 111) — Não eleito   
Porcentagem: 4,35%   
Votos: 1.531 votos   

CARLOS SANT'ANNA (NOVO – 300) — Não eleito  
Porcentagem: 2,87%
Votos: 1.009 votos


DEPUTADO FEDERAL



FERNANDO MONTEIRO (PSD – 5590): 8.849 votos
PEDRO CAMPOS (PSB – 4040): 4.372 votos
CHARLLES DE TIRINGA (PSB – 4088): 526 votos
JONES MANOEL (PSOL – 5050): 339 votos
GILSON MACHADO (PODE – 2022): 312 votos
LULA DA FONTE (PP – 1111): 247 votos
FELIPE CARRERAS (PSB – 4004): 198 votos
THIAGO MEDINA (PL – 2288): 182 votos
CARLOS VERAS (PT – 1314): 170 votos
ROSA AMORIM (PT – 1303): 162 votos
LIANA CIRNE (PT – 1310): 153 votos
PASTOR EURICO (PSDB – 4522): 140 votos
ANDERSON FERREIRA (PL – 2222): 117 votos
CLARISSA TÉRCIO (PP – 1122): 103 votos
LUCIANO PACHECO (MDB – 1511): 95 votos
CRIS QUERALVARES (PSD – 5544): 91 votos
ELIANE SOARES (PSB – 4000): 89 votos
CORONEL MEIRA (PL – 2201): 80 votos
ANCHIETA PATRIOTA (PSB – 4066): 79 votos
MIGUEL COELHO (UNIÃO – 4400): 75 votos
LUCAS RAMOS (PSB – 4011): 71 votos
RENILDO CALHEIROS (PCDOB – 6513): 69 votos
CORONEL JACKSON (PODE – 2030): 67 votos
EDUARDO MOURA (NOVO – 3030): 65 votos
OSSESIO SILVA (REPUBLICANOS – 1012): 63 votos
SILVIO COSTA FILHO (REPUBLICANOS – 1010): 55 votos
MIGUEL KAZAN (MISSÃO – 1414): 55 votos
JULIANA DE CHAPARRAL (UNIÃO – 4444): 54 votos
DANIEL COELHO (PSD – 5555): 51 votos
KARI SANTOS (PT – 1331): 45 votos
MIGUEL DUQUE (PODE – 2000): 40 votos
EDILSON TAVARES (PP – 1100): 37 votos
CLODOALDO MAGALHÃES (PV – 4333): 34 votos
FERNANDO FERRO (PT – 1313): 31 votos
AUGUSTO COUTINHO (REPUBLICANOS – 1000): 27 votos
FERNANDO FILHO (UNIÃO – 4401): 24 votos
GUILHERME UCHOA JUNIOR (PSD – 5500): 24 votos
RICARDO TEOBALDO (PODE – 2055): 22 votos
LUCINHA MOTA (UNIÃO – 4445): 21 votos
WALDEMAR OLIVEIRA (AVANTE – 7070): 20 votos
ANDREZA ROMERO (PSB – 4020): 20 votos
DAVI LIRA (PSB – 4044): 20 votos
MARCELO GOUVEIA (PODE – 2020): 19 votos
DODUEL VARELA (PSD – 5599): 19 votos
IZA ARRUDA (MDB – 1515): 18 votos
TACISIO DA ENFERMAGEM (PDT – 1234): 18 votos
GABRIEL PORTO (PSB – 4010): 17 votos
FELIPE ALECRIM (NOVO – 3000): 17 votos
JULIANA GOUVEIA (PSD – 5508): 15 votos
MILTON (PT – 1333): 13 votos
SOUZA VIGILANTE (AVANTE – 7080): 13 votos
FRANCIS HERBERT (PCDOB – 6500): 11 votos
FERNANDO RODOLFO (PRD – 2555): 11 votos
VITINHO MAIA (PSB – 4012): 11 votos
ADRIANA SAMICO (PT – 1301): 10 votos
JOÃO ALFREDO (PT – 1300): 9 votos
CARLINHOS DA COHAB (PP – 1155): 9 votos
DILSON BATISTA BLITZ (NOVO – 3033): 8 votos
LETÍCIA BORBA (REPUBLICANOS – 1055): 8 votos
IZA CARNEIRO (AVANTE – 7020): 8 votos
VÂNIA DE MIGUEL (PP – 1123): 8 votos
MISSIONÁRIA MICHELE COLLINS (PP – 1161): 7 votos
EDINHO (UNIÃO – 4404): 7 votos
CÉLIA SALES (PSD – 5514): 6 votos
ALINE MARIANO (REPUBLICANOS – 1040): 5 votos
CLARISSA LIMA (PSD – 5505): 5 votos
GUIGA (PODE – 2044): 4 votos
RINALDO JÚNIOR (PSB – 4013): 4 votos
CORONEL FABIO MENEZES (PL – 2202): 4 votos
ODACY AMORIM (AVANTE – 7044): 4 votos
SOCORRO PIMENTEL (PSD – 5511): 3 votos
BERGUE JÚNIOR (MDB – 1500): 3 votos
DAYSE JULIANA (PODE – 2012): 3 votos
PATRICK CAMPOS (PT – 1311): 3 votos
DANILO SIMÕES (PSD – 5545): 3 votos
DR MARCOS ORTOPEDISTA (PODE – 2033): 3 votos
GABI BRITO (PSDB – 4533): 3 votos
DELEGADO LESSA (REPUBLICANOS – 1090): 2 votos
MAURÍCIO RANDS (AVANTE – 7010): 2 votos
EDUARDO HONÓRIO (PP – 1144): 2 votos
JORGE ALEXANDRE (PODE – 2026): 2 votos
TADEU CALHEIROS (MDB – 1505): 2 votos
MARCELLY DA AQUARELA (REPUBLICANOS – 1020): 2 votos
SOM MONTEIRO (PSD – 5588): 2 votos
DOUGLAS BRITO ATIVISTA (AVANTE – 7077): 2 votos
JULIA LOSSIO (PSD – 5501): 2 votos
LUSTOSA DA FEDERAL (NOVO – 3022): 2 votos
VAVA RUFINO (SOLIDARIEDADE – 7788): 2 votos
TOINHO DA UNIÃO (PP – 1156): 2 votos
MARILIA VIANA (PSB – 4065): 2 votos
GORETTI QUEIROZ (REPUBLICANOS – 1001): 2 votos
SARGENTO ALMEIDA (PSD – 5566): 1 voto
SAMUEL SALAZAR (MDB – 1555): 1 voto
PROFESSOR JADSON CAETANO (PODE – 2045): 1 voto
MC LEOZINHO (PSDB – 4501): 1 voto
CARLOS BRITTO (PL – 2210): 1 voto


DEPUTADO ESTADUAL




AGLAILSON VICTOR (PSD – 55444) – 8.404 votos
SILENO (PSB – 40040) – 3.348 votos
MARCONI SANTANA (PSD – 55155) – 703 votos
CLAUDIANO FILHO (PP – 11555) – 512 votos
EDSON VIEIRA (PODE – 20620) – 280 votos
CORONEL FEITOSA (PL – 22022) – 240 votos
LENO DE CABROBÓ (MDB – 15013) – 231 votos
BRENO ARAÚJO (PT – 13333) – 193 votos
LEIDE ACS (AVANTE – 70071) – 192 votos
JANAILSON VALIMIL (UNIÃO – 44333) – 185 votos
DANI PORTELA (PT – 13000) – 176 votos
GILSON MACHADO FILHO (PODE – 20222) – 275 votos
LUCIANO DUQUE (PODE – 20120) – 158 votos
MARIA ARRAES (PSB – 40140) – 138 votos
DORIEL (PT – 13123) – 130 votos
REGINA DA SAÚDE (PODE – 20123) – 100 votos
PROFESSORA IVETE CAETANO (PT – 13613) – 89 votos
YASMIM ALVES (PSOL – 50999) – 87 votos
JOÃO DE NADEGI (PV – 43643) – 82 votos
BRUNO MARQUES (PSB – 40111) – 79 votos
DIOGO MORAES (PSB – 40100) – 77 votos
ANDRÉ FERREIRA (PL – 22222) – 76 votos
FÁBIO ARAGÃO (PSD – 55777) – 75 votos
PASTOR JÚNIOR TÉRCIO (PP – 11222) – 74 votos
GILMAR JÚNIOR (PV – 43333) – 72 votos
ABIMAEL SANTOS (PL – 22622) – 71 votos
ADALTO SANTOS (PP – 11000) – 69 votos
CAYO ALBINO (PSB – 40400) – 65 votos
WILLIAM BRÍGIDO (PSD – 55123) – 65 votos
JOÃO PAULO DO PT (PT – 13113) – 64 votos
JARBAS FILHO (PSD – 55232) – 51 votos
CORONEL TIBÉRIO (NOVO – 30321) – 45 votos
GLEIDE ÂNGELO (PP – 11111) – 42 votos
ROMERO ALBUQUERQUE (PSB – 40000) – 42 votos
ERIBERTO FILHO (PSB – 40444) – 40 votos
IVAN GUEDES (NOVO – 30222) – 38 votos
KAIO MANIÇOBA (PP – 11444) – 35 votos
FRANCE HACKER (PP – 11789) – 33 votos
DR. JULIO LOSSIO (PSD – 55001) – 31 votos
SARMENTO (PL – 22122) – 30 votos
JOÃOZINHO TENÓRIO (PSD – 55555) – 29 votos
FABRIZIO FERRAZ (PODE – 20111) – 29 votos
ANTONIO COELHO (UNIÃO – 44000) – 27 votos
FRANCISMAR (PSB – 40654) – 26 votos
RODRIGO FARIAS (PSB – 40123) – 25 votos
SEBASTIÃO OLIVEIRA (AVANTE – 70123) – 25 votos
JÔ CAVALCANTI (PSOL – 50000) – 23 votos
JUNIOR MATUTO (REPUBLICANOS – 10123) – 23 votos
ANDERSON CORREIA (PP – 11232) – 22 votos
JOEL DA HARPA (PP – 11300) – 22 votos
BATISTA CABRAL (PSB – 40640) – 21 votos
RENATO ANTUNES (NOVO – 30630) – 21 votos
JOÃO PAULO COSTA (PT – 13444) – 19 votos
GABRIEL ASAFE (MISSÃO – 14000) – 18 votos
DANNILO GODOY (PP – 11234) – 18 votos
JÁ MORREU (PSB – 40999) – 18 votos
DR. TARCISIO (PP – 11177) – 18 votos
ZÉ QUEIROZ (MDB – 15123) – 16 votos
GUSTAVO GOUVEIA (PODE – 20200) – 15 votos
TECIO TELES (NOVO – 30000) – 13 votos
JUIZ FERNANDO SANTOS (PV – 43123) – 13 votos
LARA SANTANA (PV – 43456) – 12 votos
ROMERINHO JATOBÁ (PSB – 40555) – 12 votos
ADERALDO PINTO (PSB – 40888) – 12 votos
CIDA PEDROSA (PCDOB – 65113) – 12 votos
MERCIO VIEIRA (UNIÃO – 44444) – 12 votos
VINI CASTELLO (PCDOB – 65013) – 11 votos
ROMERO SALES FILHO (PSD – 55000) – 11 votos
MARIA DO CÉU (PSB – 40500) – 11 votos
OLAVO BANDEIRA (REPUBLICANOS – 10888) – 11 votos
WANDERSON FLORENCIO (PODE – 20555) – 10 votos
PROFESSOR GILMAR (PT – 13100) – 10 votos
DÉBORA ALMEIDA (PSD – 55888) – 9 votos
EUGÊNIA LIMA (PT – 13013) – 9 votos
JOBSON ALMEIDA (REPUBLICANOS – 10000) – 8 votos
ÁLVARO PORTO (MDB – 15000) – 8 votos
ROBERTA ARRAES (PP – 11511) – 8 votos
PASTOR CLEITON COLLINS (PP – 11611) – 8 votos
NI DO BADOQUE (PSD – 55789) – 8 votos
ANDERSON LUIZ (PSD – 55456) – 8 votos
CABO AÊNIA (PL – 22190) – 8 votos
JOSUEL SANTOS (PT – 13456) – 8 votos
GEORGE ARRAES (PDT – 12345) – 8 votos
SUHELLEN OLIVEIRA (PP – 11333) – 8 votos
ANTONIO MORAES (PSD – 55100) – 7 votos
JOAQUIM LIRA (PV – 43555) – 7 votos
HENRIQUE FILHO (PP – 11777) – 7 votos
THIERRY CUPERTINO (PP – 11411) – 7 votos
CORONEL LINALDO (PSD – 55190) – 7 votos
MARIO RICARDO (PODE – 20610) – 6 votos
CESAR RAMOS (PSD – 55455) – 6 votos
PROFESSORA ANA LÚCIA (PSD – 55500) – 6 votos
DANY MYLER (PSB – 40440) – 6 votos
ADRIANO ANDREWS (MISSÃO – 14114) – 6 votos
ZÉ DE IRMÃ TECA (PSD – 55333) – 5 votos
FLÁVIO GADELHA FILHO (MDB – 15015) – 5 votos
EDUARDO INOJOSA (NOVO – 30300) – 5 votos
PROF. EDIVANIA ARCANJO (PSB – 40340) – 5 votos
DELEGADA NATASHA DOLCI (MDB – 15190) – 5 votos
JOEL CONSTÂNCIA (MISSÃO – 14123) – 5 votos
GUSTAVO SANTANA (MISSÃO – 14444) – 5 votos
PERPÉTUA RODRIGUES (PSOL – 50500) – 5 votos
MAGDA ALVES (PSD – 55011) – 5 votos
EMERSON FREITAS (MDB – 15001) – 4 votos
RAFFIE DELLON (PL – 22555) – 4 votos
LARA CAVALCANTI (PL – 22123) – 4 votos
BETO ACCIOLY (PODE – 20777) – 4 votos
DIOGO HOFFMANN (UNIÃO – 44010) – 4 votos
DELEGADO ROMERO LEAL (PSD – 55999) – 4 votos
OTACÍLIO LINS (REPUBLICANOS – 10190) – 4 votos
ANY FERNANDES (PP – 11123) – 4 votos
JANJÃO (PSD – 55222) – 3 votos
TÚLIO ARRUDA (PSB – 40015) – 3 votos
JOSIMARA CAVALCANTI (REPUBLICANOS – 10111) – 3 votos
EDNALDO MOURA (PSB – 40190) – 3 votos
CARLOS BRAGA (PSD – 55133) – 3 votos
DR CLEBER (PODE – 20193) – 3 votos
ANDREZZA ASSIS (PL – 22522) – 3 votos
NINO DE ENOQUE (PL – 22700) – 2 votos
SOCORRINHO DA APAMI (AVANTE – 70111) – 2 votos
PROFESSOR LUPÉRCIO (PSD – 55055) – 2 votos
CABO CARDOSO (AVANTE – 70190) – 2 votos
FAGNER RUSSO (MDB – 15555) – 2 votos
CRISTINA COSTA (PT – 13688) – 2 votos
MANOEL MEDEIROS (NOVO – 30678) – 2 votos
CABO TRAJANO (PODE – 20004) – 2 votos
GISLÂNDIO ARAÚJO (AVANTE – 70100) – 2 votos
LÉO QUEBRADÕES (REPUBLICANOS – 10232) – 2 votos
DINALVA FERREIRA (NOVO – 30030) – 2 votos
ETEVALDO VENTURA (PODE – 20700) – 2 votos
PH NORONHA (AVANTE – 70077) – 2 votos
CIBELLE ALBUQUERQUE (PSB – 40013) – 2 votos
DIEGA SINALIZA (PODE – 20888) – 2 votos
SUELAYNE GOMES (PODE – 20800) – 2 votos
SILVANIA CARRILHO (PSD – 55321) – 2 votos
VALQUÍRIA DO CONSELHO (PL – 22444) – 2 votos
IRMÃO MOISES POPEYE (PL – 22889) – 2 votos
ANDRÉA MEDEIROS (PSD – 55655) – 1 voto
ALCIDES TEIXEIRA NETO (AVANTE – 70000) – 1 voto
AMANDA RAMOS (PSD – 55255) – 1 voto
DAVI MUNIZ (PSD – 55122) – 1 voto
IRMÃ IOLANDA (REPUBLICANOS – 10444) – 1 voto
NENECA DO PISTON (PL – 22612) – 1 voto
BOTAFOGO (REPUBLICANOS – 10140) – 1 voto
HELLOYSA FERREIRA (PSB – 40789) – 1 voto
SYER RODRIGUES (NOVO – 30777) – 1 voto
GERSINHO FILHO (UNIÃO – 44555) – 1 voto
THIAGO PAES (PL – 22333) – 1 voto
MÁRCIO BOTELHO (PODE – 20020) – 1 voto
U DE RAQUEL (PSD – 55755) – 1 voto
LUISINHO DO SINDICATO (UNIÃO – 44222) – 1 voto
DANIEL VALENÇA (PSOL – 50100) – 1 voto
JOSENILDO (PL – 22000) – 1 voto
RENATO DE DEMA (AVANTE – 70455) – 1 voto
VICTOR FLORES (AVANTE – 70007) – 1 voto
SERGIO DE NALVA (AVANTE – 70055) – 1 voto
FELIPE DANTAS (PSB – 40222) – 1 voto
MARCONI FERRAZ (NOVO – 30999) – 1 voto
ZENITE ROSA (PL – 22255) – 1 voto
SARGENTO BIGODE (MISSÃO – 14190) – 1 voto
ANDRÉ ESMERALDO (REPUBLICANOS – 10456) – 1 voto
EDUARDO BOCA (PL – 22111) – 1 voto
ALBERES PAES (MISSÃO – 14777) – 1 voto
PROFESSOR CARLÃO (NOVO – 30322) – 1 voto
CENIRA DA SAÚDE (MDB – 15090) – 1 voto
ÍNDIO (PDT – 12123) – 1 voto
FERNANDO LINS (PL – 22026) – 1 voto
MISSIONÁRIA LALA (PSB – 40877) – 1 voto
SARGENTO EDSON JÚNIOR (PL – 22422) – 1 voto
TAXISTA SAMURAY (PDT – 12222) – 1 voto
LYLA RODRIGUES (PSB – 40700) – 1 voto
WILSON DA GUARDA (PODE – 20153) – 1 voto
NEIDE FREITAS (AVANTE – 70011) – 1 voto
FILLIP DA FARMACIA (PODE – 20500) – 1 voto
KATIA TORRES (PSD – 55551) – 1 voto
DAVID SANTOS (REDE – 18555) – 1 voto
JOACI FREITAS (PP – 11115) – 1 voto
PB JOSÉ CARLOS (CACAU) (PODE – 20600) – 1 voto




Eleitorado Apto: 29.588
Eleitorado Apto das Seções Totalizadas: 29.588
Comparecimento: 22.588 (76,34%)
Abstenção: 7.000 (23,66%)

Fonte: TSE










04 outubro, 2026

História do Distrito de Quitimbu: Origens, Memória e Pioneirismo no Sertão Pernambucano por Manoel Padeiro



Localizado no município de Custódia, em Pernambuco, o distrito de Quitimbu carrega em sua história a própria gênese da ocupação territorial do sertão do Pajeú e do Moxotó. Considerado por historiadores locais como o núcleo original que deu origem à própria sede de Custódia, Quitimbu preserva relados ancestrais de sobrevivência, fé e desenvolvimento comunitário.

1. Origens Legendárias e a Lenda do Nome

As primeiras narrativas sobre o povoamento de Quitimbu remontam a meados do século XIX, com registros que datam de por volta de 1842. Naquela época, a região era coberta por vegetação nativa e entrecortada por pequenos logradouros.

A tradição oral preservada pelos anciãos locais conta que a denominação do povoado nasceu da observação de tropeiros e pastores de gado vindo do Pajeú. Durante longas estiagens — como a Grande Seca de 1877 —, os vaqueiros buscavam refúgio e refaziam suas forças ao redor da Cacimba Grande, único ponto da região que mantinha olhos d'água perenes.

Enquanto descansavam sob as sombras das árvores, esses sertanejos ouviam o canto caraterístico de uma ave da região. Ao reproduzir o som que parecia ecoar "Timbu! Timbu!", os viajantes associaram o pio do pássaro ao local, batizando a povoação que emergia de Quitimbu.

2. A Formação Territorial e os Pioneiros

A estrutura territorial de Quitimbu foi erguida a partir da doação de terras e da fixação das primeiras famílias sertanejas.

  • Maria Filisbela e o Patrimônio Religioso: Apontada como a matriarca doadora das terras do patrimônio de Santa Rita de Cássia, Maria Filisbela construiu a primeira habitação permanente do distrito — no local onde mais tarde funcionou o clube comunitário.

  • Famílias Tenório, Rezende e Mimoso: O povoamento se consolidou por meio do empenho de figuras pioneiras como Manezinho da Mata Verde (mencionado em registros de 1842 e primeiro líder da tradição dos bacamarteiros locais) e seu filho Raimundo do Mimoso, ancestrais da família Tenório.

  • Serviços Cartorários: No início do século XX, o distrito passou a contar com registros civis sob a responsabilidade do tabelião Seu Cirilo, cuja casa abrigava o cartório de Quitimbu.

  • 3. Trabalho, Desenvolvimento e Inovação

    Ao longo do século XX, Quitimbu transformou-se em um polo de transição agrícola e comercial:

    • A Indústria do Algodão: O povoado sediou uma das primeiras usinas descaroçadoras de algodão da zona rural, administrada por Luiz Navio. O caroço resultante do beneficiamento servia como alimento essencial para os rebanhos nos períodos de estiagem.

    • A Chegada da Luz Elétrica: Em meados de 1945, o comerciante João Vieira de Melo (conhecido como João Padeiro) instalou a primeira padaria do distrito. Anos depois, por iniciativa própria e reunindo o apoio de moradores locais, adquiriu um gerador a combustível e implantou a iluminação pública a motor na vila, substituindo os antigos candeeiros.

    • Educação e Fé: A construção da primeira grande escola local contou com a doação do terreno pelas famílias de João Bispo e Mané Cazuza, enquanto professoras dedicadas, como a Professora Carmélia, formaram as primeiras gerações de alfabetizados da região.

    4. Relações com o Cangaço e os Caminhos do Sertão

    Ponto de passagem estratégico nas rotas sertanejas, Quitimbu vivenciou episódios marcantes da história regional:

    • Fé e Romarias a Juazeiro: A população mantinha profunda devoção ao Padre Cícero Romão Batista. Sertanejos da localidade realizavam peregrinações a pé até Juazeiro do Norte desde 1915, trocando cartas com o sacerdote para consultar as previsões do tempo e as épocas adequadas para o plantio.

    • O Terror do Cangaço (1923): Em meados de 1923, durante os anos de expansão do bando de Lampião pelo sertão pernambucano, o Padre Cícero orientou romeiros de Quitimbu a evitarem a antiga Vila Bela (atual Serra Talhada), desviando pelas veredas do interior rumo a Floresta do Navio até chegarem em segurança a Custódia.

    5. Legado e Preservação Cultural

    Hoje, Quitimbu é reconhecido por sua forte identidade e pelas raízes culturais preservadas. O distrito mantém viva a tradição da Cultura Bacamarteira (representada pela Associação dos Bacamarteiros do Motocó) e a festividade de sua padroeira, Santa Rita de Cássia.

    Apesar de seu pioneirismo histórico na fundação do município de Custódia, historiadores e moradores locais continuam dedicando esforços para resgatar a memória das famílias fundadoras e assegurar que a contribuição de Quitimbu permaneça gravada na história do estado de Pernambuco.

    Manoel Padeiro em entrevista a Julio Neto Santana.



    IGREJA DE SANTA RITA DE CÁSSIA


    A Igreja de Santa Rita de Cássia é o principal monumento histórico, religioso e arquitetônico do distrito de Quitimbu, no município de Custódia (Pernambuco). Ela representa o marco zero da fé e da vida comunitária no povoado desde o século XIX.

    1. Origem Histórica e Doação das Terras

    • O Patrimônio da Igreja: A construção do templo está ligada à doação das terras feita por Maria Filisbela, matriarca do doador do patrimônio de Santa Rita na região.

    • Festa Secular: Há registros de celebrações em louvor a Santa Rita de Cássia desde a década de 1840, quando os primeiros moradores da localidade — como o pioneiro Manezinho da Mata Verde — organizavam fogueiras e salvas de tiros de bacamarte para iluminar e saudar as festividades da padroeira.

    2. Arquitetura e Características Interiores

    • Fachada Simples e Tradicional: A igreja possui um estilo colonial sertanejo singular, com porta central de acesso, duas janelas à altura do coro, beiral de dois lances de telha e pináculos nas extremidades do topo.

    • Nave Única: O interior é composto por uma nave com janelas altas que remetem ao formato de seteiras antigas.

    • Altares e Nichos:

      • Altares Laterais: Dedicados ao Sagrado Coração de Jesus e a Nossa Senhora do Rosário.

      • Capela-Mor: Possui três nichos em destaque; ao centro está a imagem de Santa Rita de Cássia, ladeada pelas imagens de São Francisco de Assis e Nossa Senhora de Fátima.

    3. Celebrações e Festividades Locais

    • Mês de Maio (Festa da Padroeira): O ponto alto da fé comunitária ocorre durante o mês de maio, em homenagem a Santa Rita de Cássia, reunindo missas, procissões e a tradição dos grupos de bacamarteiros do distrito.

    • Outras Devoções: A comunidade também celebra São Francisco de Assis no mês de outubro e Nossa Senhora do Rosário em dezembro, coincidindo com os festejos natalinos.

    • Localização: Fica situada no núcleo urbano do distrito de Quitimbu (Rua Francisco Domingos Resende de Melo / Rua José Rodrigues de Almeida), servindo de referência cultural e religiosa para toda a comunidade quilombola e sertaneja da região.

03 outubro, 2026

A Voz do Sertão na Era Digital: Conheça a História do Podcast Diferente


Se você acompanha a cena cultural e as histórias do Sertão do Moxotó e do Pajeú, com certeza já esbarrou em um trecho do Podcast Diferente. Transmitido pelo canal Gabriel CDs no YouTube, o programa se tornou um ponto de encontro semanal para quem quer matar a saudade de Custódia (PE), conhecer os personagens da terra e se conectar com as raízes sertanejas.

Sob o comando da dupla Gabriel e Juninho, o projeto provou que a comunicação no interior de Pernambuco tem força, audiência e muita história para contar.

Como tudo começou?

O Podcast Diferente nasceu da paixão de Gabriel pela música e pela divulgação da cultura regional — bagagem que ele já acumulava há anos no ambiente digital com a divulgação de CDs e bandas locais. Percebendo a carência de um espaço onde os artistas, atletas e personalidades da região pudessem falar abertamente sobre suas vidas, surgiu a ideia: criar um estúdio ao vivo em Custódia.

Com transmissões semanais, o programa não demorou a conquistar a simpatia do público. O grande segredo do sucesso? A simplicidade e a autenticidade. O formato combina conversas sem roteiro engessado, interação em tempo real com o chat e aquele tom acolhedor de quem está batendo um papo na calçada de casa.

De sanfoneiros a campeões internacionais: a diversidade no estúdio

Um dos pontos mais fortes do programa é a pluralidade de convidados. O microfone do Podcast Diferente já recebeu uma verdadeira constelação de talentos sertanejos:

  • Música e Tradição de Vaqueirama: Ícones do forró e das pegas de boi, como a dupla Petrônio e Placildo, Divom Amorim, Maestro Marcelo Moura, Marcilio Amaral já passaram por lá para cantar ao vivo, contar causos de estrada e relembrar as tradições das cavalgadas.

  • Esporte e Orgulho Sertanejo: O programa também dá voz aos esportistas que levam o nome do Sertão para o mundo. Um dos episódios mais marcantes foi com o lutador de Jiu-Jitsu Dudu Armlock, logo após ele conquistar o título europeu na Espanha. O esportidas Fabiano Santos, popular Mãozinha.

  • Comunidade e Religiosidade: Lideranças comunitárias, empreendedores locais e figuras religiosas (como os padres da paróquia local) também marcam presença, debatendo a história, a fé e o desenvolvimento do município.

Mais que entretenimento: um acervo vivo da memória local

Para além das risadas e das palhinhas musicais, o Podcast Diferente cumpre um papel fundamental: o de documentar a memória de Custódia e região. Cidades vizinhas como Betânia, Serra Talhada, Arcoverde e Flores frequentemente se veem representadas nas pautas.

Para quem mora fora — seja no Sudeste ou até no exterior —, assistir às transmissões ao vivo é uma forma de se reestabelecer com as origens. Com milhares de visualizações acumuladas e uma comunidade fiel no YouTube e nas redes sociais, Gabriel e Juninho provam semanalmente que o Sertão tem voz, tem acervo e tem muito orgulho de sua gente.

💬 E você, já assistiu ao Podcast Diferente? Qual foi o seu episódio favorito até hoje? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe este post com aquele conterrâneo que ama a cultura do nosso Sertão!

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Petrônio e Placildo: A Trajetória dos "Dois Vaqueiros Diferentes" que Conquistaram o Sertão




A trajetória de Petrônio e Placildo — autointitulados "Dois Vaqueiros Diferentes" — é marcada pelo amor à cultura nordestina, à vaquejada e às pegas de boi no mato. Com raízes no sertão pernambucano, a dupla construiu uma história de persistência, superação e grande alcance popular no cenário do forró de vaquejada.

Origens e Início da Parceria

Petrônio (natural de Betânia / Custódia) e Placildo (natural da região de Cachoeira do Leite / Betânia) iniciaram sua jornada conjunta no final dos anos 1990. A gravação do primeiro CD aconteceu por volta de 1999.

Os primeiros anos foram marcados por bastantes desafios:

  • Venda manual de CDs: Na época, vendiam discos físicos debaixo do braço em feiras e festas.

  • Perrengues na estrada: Enfrentavam longas caminhadas, viagens de carona e madrugadas no topo e boleias de caminhões para chegar às festas do sertão.

  • Tradição das Pegas de Boi: Placildo sempre viveu a rotina de vaqueiro de boi no mato, organizando tradicionais pegas de boi (como a realizada na Fazenda Conceição), enquanto Petrônio trazia o talento nas composições e no vocal sertanejo.

Músicas de Sucesso e Virada na Carreira

Ao longo dos anos, a dupla consolidou um repertório com forte apelo entre os vaqueiros e apreciadores do arrastapé e do forró de vaquejada:

  1. "Não Tem Jeito Não": Originalmente uma composição encomendada para o cenário político local, a música ganhou uma adaptação para o universo da vaquejada com o refrão "Não tem jeito não, nasci pra ser vaqueiro..." e tornou-se um grande hit regional.

  2. "Amor Verdadeiro": Gravada entre 2016 e 2017, a música foi regravada por diversos artistas de expressão como Frank Aguiar, Zeca Bota Bom, Buscapé (Arreio de Ouro) e Jorge de Altinho.

  3. "Tá Vendo Aí": Outra composição marcante que ganhou força durante o período da pandemia, sendo gravada por nomes como Danielzinho e tocada em cavalgadas pelo Nordeste.

Expansão, Gravações com Ícones e Atualidade

Um dos momentos mais importantes na trajetória da dupla ocorreu em 2019, quando viajaram a São Paulo para divulgar suas músicas de trabalho. Nessa ocasião, com o apoio de incentivadores da Baixada Santista e da capital paulista, tiveram a oportunidade de gravar parcerias ao vivo com ícones do forró, como Frank Aguiar e posteriormente Jorge de Altinho.

A formação musical da banda adaptou-se com o tempo. Atualmente, trabalham com uma estrutura enxuta e marcante baseada em sanfonas, teclado, baixo e guitarra, mantendo apresentações em Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Sergipe. Petrônio e Placildo seguem sendo uma referência viva da música de vaqueiro, unindo a identidade do sertão nordestino ao circuito de cavalgadas e festas tradicionais.

Com informações colhidas no Podcast Diferente, com Gabriel e Junior.

Video completo abaixo:



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02 outubro, 2026

A História da Fazenda Malhadinha: Tradição, Lendas e Transfomação no Sertão do Moxotó




Localizada no município de Custódia, em Pernambuco, a Fazenda Malhadinha é um dos símbolos da memória rural e da história centenária do Sertão do Moxotó. Com origens que remontam a tempos em que a pequária era a principal atividade econômica da região, a propriedade preserva memórias de fartura, vivências familiares e transformações marcantes do semiárido pernambucano.

Origens e o Apogeu da Pecuária

Segundo os relatos de moradores e descendentes da propriedade, como Divon Amorim e seu primo Bosco, as terras pertenciam originalmente a um influente coronel da região.

Posteriormente, a propriedade foi adquirida pelo bisavô de Divon, vindo de Tuparetama (PE).

Durante o seu auge, a Malhadinha destacou-se pela intensa criação de gado de corte e produção leiteira. Os grandes currais de madeira abrigavam centenas de cabeças de gado que eram manuseadas por vaqueiros experientes. Com cerca de 500 hectares em sua configuração original, a fazenda acabou sendo dividida entre herdeiros após o falecimento do patriarca, o Sr. Benigno, no início da década de 1960.

Arquitetura Antiga e Vida Comunitária

O grande casarão da fazenda foi erguido com técnicas tradicionais da época:

  • Estrutura de Tijolo e Barro: A edificação não utilizava cimento ou estruturas de ferro, sendo sustentada por colunas de tijolos maciços e paredes espessas.

  • Convivência Social: A ampla calçada batida ao redor da casa era o ponto de encontro da juventude local, onde eram organizadas brincadeiras tradicionais como a "brincadeira do anel" e "cair no poço" durante as noites sertanejas.

  • Marcas do Tempo: Atualmente em ruínas, o local ainda preserva artefatos históricos, como armadores de rede de madeira, fechos artesanais feitos por ferreiros e suportes para moagem manual de milho.

Lendas Sertanejas: Botijas e o Cangaço

A história da Fazenda Malhadinha também é marcada pelo imaginário popular do Sertão:

Contos de Botijas:
Na tradição local, contam-se histórias sobre moedas de ouro enterradas. Moradores relatam que uma dessas botijas teria sido desenterrada no passado por um antigo habitante da região chamado Delfino.


Passagem do Cangaço:
A memória oral da região guarda registros da presença de grupos de cangaceiros que transitavam pela região do Moxotó e Pajeú nas primeiras décadas do século XX.

A Chegada das Águas do São Francisco

Nos últimos anos, a Fazenda Malhadinha ganhou um novo capítulo em sua trajetória. As terras da propriedade passaram a ser cortadas pelo canal do Projeto de Transposição do Rio São Francisco.

A presença da água canalizada trouxe uma nova perspectiva para a população e para a criação de animais, simbolizando a convivência e a superação das severas estiagens que historicamente marcaram a região de Custódia.

O Sopro da Tradição: A História do Mestre Gonzaga, um pioneiro do pífano!


Sr. Gonzaga
Sitio Lajedo em Quitimbu-PE

Nas terras do Sertão do Moxotó, onde o chão de lajedo esquenta sob o sol forte de Pernambuco, a história de um povo muitas vezes se sopra em madeira de taboca. No Sítio Lajedo, localizado na comunidade de Quitimbu, município de Custódia, a memória musical do sertão ganha rosto e nome: Luiz Gonzaga da Silva, Seu Gonzaga, um dos pioneiros do pífano na região. Nascido em 27 de Setembro de 1943. Filho de Alexandrina Avelino da Conceição e João Gonçalo da Silva.

Menino de Quinze Anos e a Descoberta da Toada

A trajetória de Gonzaga com o pífano começou cedo. Aos 15 anos de idade, embalado pelas festas de padroeiro e pelas feiras livres que animavam o interior, ele colocou as primeiras notas no instrumento rústico de sopro. Não demorou para que sua vocação se consolidasse na formação da Banda de Pífano do Sitio Lajedo.

Ao lado de seus companheiros de jornada — entre eles Luiz Feliciano, seu irmão Zé e outros tocadores do sítio —, Gonzaga formou um quarteto que virou referência na região. Onde havia novena, festa de padroeira ou alvorada festiva, a banda estava presente. Durante dias seguidos, o som do pífano acompanhado da caixa e da zabumba marcava o ritmo da comunidade, arrastando crianças e adultos pelas ruas poeirentas.

Caminhos Percorridos e a Vida no Sítio

Com o passar das décadas, a fama dos tocadores do Sitio Lajedo ultrapassou os limites de Custódia. A banda viajou pelo sertão até a calha do São Francisco em Petrolina e chegou a levar a autenticidade do pífano sertanejo até a capital, Recife.

Em casa, Gonzaga construiu sua vida no Sítio Lajedo ao lado da esposa, Dona Neuza. Do matrimônio nasceram 12 filhos, dos quais 6 cresceram e ganharam o mundo — construindo vidas que vão desde os arredores de Custódia até capitais distantes como Manaus e São Paulo.

O Silêncio do Instrumento e a Memória Viva

Com o tempo, o ciclo natural da vida trouxe perdas à antiga formação. Seus companheiros de banda partiram, e Gonzaga tornou-se o único guardião daquela memória musical original do Sitio Lajedo.

Mais tarde, um problema de saúde forçou o mestre a tomar uma decisão difícil: após extrair os dentes da parte inferior da boca, o sopro firme e preciso que por mais de seis décadas alimentou o pífano perdeu o ponto de apoio necessário, obrigando-o a silenciar o instrumento.

Apesar de não tocar mais como antigamente, a figura de Seu Gonzaga permanece como um símbolo da resistência cultural sertaneja. Sua casa continua sendo um ponto de encontro com a história viva de Pernambuco — a lembrança de uma época em que o sertão celebrava suas alegrias ao som simples e marcante do pífano de madeira.

Informações obtidas através do canal NOVO SERTÃO (Verde Sertão) e seu administrador, o sr. Julio Neto Santana. Entrevista realizada em 24/11/2021

PARA ASSISTIR COMPLETO A ENTREVISTA, BASTA CLICAR ABAIXO



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Responsável Julio Neto Santana

As Histórias do Sítio Timbaúba, com sr. Cicero Mariano



No coração do Sertão do Moxotó, no Sítio Timbaúba, em Custódia, a história da formação rural brasileira permanece viva através dos relatos orais e das estruturas arquitetônicas do local. Em entrevista concedida ao canal Sertão Mano Amigo, Seu Cícero Mariano(cargo militar e administrativo de Portugal e do seu império colonial, responsável por comandar forças militares e administrar regiões), morador local de 89 anos, resgatou memórias fundamentais sobre a colonização regional, o período escravagista e os episódios que moldaram o interior pernambucano.

Uma Arquitetura Centenária

A residência de Seu Cícero Mariano, erguida em 1929, preserva traços marcantes da arquitetura sertaneja do início do século XX. A estrutura destaca-se por sua calçada elevada em relação ao solo e pelo reaproveitamento de materiais de uma antiga edificação colonial. As madeiras e o alvenaria pertenciam ao antigo casarão do Capitão-Mor, situado originalmente no Sítio Capoeiras, antes de serem transplantados para o Sítio Timbaúba.



Geografia Colonial e a Divisão das "Léguas"

Os relatos de Seu Cícero traçam a cartografia de uma vasta propriedade territorial que se estendia por diversos pontos de referência do sertão, como as localidades de Iguaraci, o Poço do Boi, o Poço da Cruz e Jeritacó.

Para assegurar a fixação da família nas terras, o Capitão-Mor dividiu sua imensa propriedade entre seus 12 filhos utilizando o sistema de léguas (cada légua equivalente a aproximadamente 6 km). Cada herdeiro recebia uma faixa de uma légua de largura para casar, construir sua moradia e dar continuidade à exploração agropecuária na região.

O Livro de Registros e a População Escravizada

A rotina e a contabilidade da fazenda colonial eram registradas pelo próprio Capitão-Mor em um documento histórico confeccionado com penas de peru e tinta importada de Portugal.

Entre as informações preservadas pela memória oral, destacam-se:

  • Produção e Tributação: A propriedade registrava uma média anual de 1.000 bezerros. Dez por cento da produção (100 bezerros) eram destinados ao pagamento de dízimos e tributos coloniais.

  • Inventário Humano: O livro contábil listava o inventário de 42 pessoas escravizadas, entre adultos e crianças, categorizadas como patrimônio da fazenda.

  • Rotas e Violência: Os escravizados eram comprados no litoral, em Recife, e forçados a realizar longas caminhadas a pé pelo interior em busca de terras e minérios. Relata-se que eram marcados a ferro quente, vestiam apenas tangas e enfrentavam a escassez de alimentos.

O Destino do Acervo: Entre a Praga e o Fogo

A memória material daquele período sofreu com a ação do tempo e o desgaste natural:

  • A Perda do Livro: O antigo livro de registros foi lido por um padre da cidade de Custódia antes de sua degradação final. Sem conservação adequada, o documento acabou destruído por traças e ratos ao longo das décadas.

  • O Tronco de Punição: Próximo à antiga senzala, ficava o instrumento de castigo: madeira de altíssima densidade. Equipado com rodadeiras e cadeados, o tronco mantinha os escravizados presos pelos pés por dois a três dias consecutivos. A carcaça da madeira resistiu até a geração do irmão mais velho de Seu Cícero, sendo eventualmente consumida pelo fogo.

Entre a Libertação e a Era do Cangaço

A trajetória da família Mariano entrelaça-se com momentos decisivos da história nacional:

  • O Ano da Abolição (1888): O pai de Seu Cícero nasceu em 1888, ano da assinatura da Lei Áurea. Órfão ainda jovem, ele chegou a habitar as ruínas do antigo casarão colonial abandonado.

  • Violência Local e o Cangaço: A memória oral guarda episódios de figuras autoritárias, como o Capitão Chico, na região da Várzea Grande, e relatos das passagens do bando de Lampião pelo Sertão e por Sergipe. Seu Cícero recorda histórias das tropas em combate, onde homens feridos eram abandonados na caatinga, culminando no desfecho do cangaço na Grota do Angico (SE), em 1938.

Preservação do Patrimônio Imaterial

Além de documentar a evolução das famílias tradicionais da região — como os laços dos Mariano com a família Machado, em Carnaíba —, os depoimentos de Seu Cícero Mariano reafirmam o valor da tradição oral. Suas memórias resgatam a complexa rede social, econômica e humana que fundamentou o sertão pernambucano.

Para acompanhar a entrevista completa. 



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01 outubro, 2026

Dr. Jânio Queiroz recebe em novembro, comenda Honra ao Mérito em São Paulo

 




Homenageado:
Jânio Queiroz, destacado na categoria "Advogado em causas de alta complexidade, com atuação nos Tribunais Superiores" com a comenda de Honra ao Mérito
.

  • Data e Hora: 10 de Novembro de 2026, às 18h.

  • Local: Salão Nobre (8.º andar) da Câmara Municipal de São Paulo, localizado no Viaduto Jacareí, 100 – Bela Vista, São Paulo/SP.

  • Apoio e Instituições: Promovido com o apoio da Câmara Municipal de São Paulo e da Vereadora Edir Sales.

  • Realização: Ramildo dos Santos.


  • Encontro durante casamento com personalidades locais (1988)


    Da esq. para dir:

    Seu Romeu Medeiros, Edivaldo Gonçalves de Medeiros (Vada), Zé Duro, por trás Dr. Airton Pereira, Dr. Pedro Pereira, Josenaldo Pereira de Siqueira "Bigode", Dr. José Ivo de Paula Guimarães (Juiz na época, hoje Desembargador), Josué do BB e Urbano Rafael. 

    Reunião ocorrida durante festividade do enlace matrimonial entre Adeilda Pereira (filha de Adalberto e Elvira) e Ednaldo Gonçalves de Medeiros (Dida de Zé Duro), realizado em sua residência em 27 de Maio de 1988.


    "Tem alguma foto antiga da cidade ou da sua família? Envie para a nosso e-mail e faça parte deste resgate!"